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Casos de crueldade animal em Uberlândia: O alerta reacende após caso Orelha, cão comunitário brutalmente agredido em Florianópolis
27 de janeiro de 2026 às 00:00

A morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis (SC), gerou comoção nacional e voltou a acender o alerta para a crueldade animal em todo o país. Em Uberlândia, apenas em 2025, uma série de ocorrências envolvendo maus-tratos a animais mobilizou as autoridades. A violência contra animais não é isolada e pode refletir diversos outros problemas sociais.
O caso de Orelha ganhou repercussão após o animal, de cerca de 10 anos, ser encontrado gravemente agonizando, após ser agredido por um grupo de quatro adolescentes de classe alta. Mesmo após atendimento veterinário, Orelha precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou os pais e um tio dos jovens por coação de testemunha durante as investigações. Há ainda indícios de tentativa de afogamento de outro cão comunitário na mesma região.
A repercussão do episódio gerou protestos e manifestações nas redes sociais. Também acendeu o alerta para outros casos de crueldade animal.
Em Uberlândia, em fevereiro do ano passado, dois cavalos foram resgatados pela Polícia Militar Ambiental no bairro Residencial Integração. Os animais estavam amarrados em via pública, sem alimentação adequada, cercados por lixo e com acesso apenas a água contaminada. Uma égua apresentava extrema magreza e um corte profundo na perna, enquanto o outro cavalo tinha o olho esquerdo perfurado e infestado por moscas. Os animais foram encaminhados ao Curral Municipal de Uberlândia, e o responsável foi autuado com base na Lei de Crimes Ambientais.
Já durante uma cavalgada realizada na cidade em agosto do ano passado, quatro pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil após agredirem um burro com um bastão de choque. As agressões foram registradas em vídeo e circularam amplamente nas redes sociais, levando o Ministério Público a acompanhar o caso. Apesar da gravidade das imagens, o crime foi enquadrado como de menor potencial ofensivo, e ninguém foi preso em flagrante.
Outro episódio emblemático foi registrado há menos de dois meses, em dezembro, no bairro Osvaldo Rezende. Após denúncia anônima, a Polícia Militar resgatou uma cadela que vivia há cerca de 15 anos confinada em um pequeno cômodo no quintal de uma residência. O animal estava em meio a fezes e urina, sem acesso adequado à água e alimentação, apresentando sinais claros de desnutrição e debilidade. O tutor foi preso e multado em mais de R$2,7 mil por maus-tratos.
Em Uberlândia, a proteção animal é responsabilidade da Diretoria de Proteção e Bem-Estar Animal, criada pelo Decreto nº 20.281/2023, que atua no resgate, acolhimento e políticas de controle populacional de animais em situação de vulnerabilidade. Casos de crueldade animal devem ser denunciados.
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, ao Ibama, ou em Uberlândia pelos canais:
Núcleo de Proteção e Bem-Estar Animal (NPBEA): (34) 2512-0965
SMMAS (telefones fixos): 0800-940-1133
WhatsApp da Prefeitura: (34) 3239-2800
E-mail:[email protected]
Dados estaduais indicam que Minas Gerais registrou aumento de cerca de 50% nos casos de violência contra animais em 2025, com média de 17 ocorrências diárias. Especialistas e autoridades destacam que agressões a animais costumam fazer parte de um ciclo de violência ainda mais amplo, que pode envolver também mulheres, crianças, idosos e outros grupos vulneráveis, servindo como um sinal de alerta para a sociedade e para o poder público.
Por Vitória Marcelino.
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