Política
Chegada do SAMU avança em Uberlândia e abre disputa por protagonismo político
10 de março de 2026 às 00:00

Uberlândia recebeu nesta segunda-feira (9) 11 ambulâncias destinadas à implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Os veículos foram entregues pelo Ministério da Saúde e fazem parte da estrutura inicial do serviço na cidade, que deve começar a operar entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo semestre de 2026.
A frota entregue inclui três unidades de suporte avançado e oito de suporte básico. O investimento federal na aquisição dos veículos é de cerca de R$ 4 milhões. O custeio anual previsto para manter o funcionamento do sistema é estimado em aproximadamente R$ 5 milhões.
Com a implantação do serviço, o atendimento móvel de urgência deve ampliar a cobertura regional. A expectativa é que a rede passe a atender mais de 1,3 milhão de pessoas, alcançando 100% da região do Triângulo Norte. Uberlândia possui cerca de 700 mil habitantes e era até então a única cidade brasileira com mais de 200 mil moradores sem cobertura do SAMU.
A Central de Regulação das Urgências do Triângulo Norte já funciona em Uberlândia e coordena o atendimento em 26 municípios da região. A chegada das ambulâncias integra o município ao sistema regional administrado pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência do Triângulo do Norte.
A implantação do serviço também reabriu um debate político sobre quem teria sido responsável pela iniciativa. Durante o evento de entrega das ambulâncias, parlamentares e lideranças locais apresentaram versões diferentes sobre a origem do projeto.
O deputado federal Weliton Prado afirmou que a implantação do SAMU é resultado de um esforço coletivo que envolve União, Estado e município ao longo de quase duas décadas. Segundo ele, recursos parlamentares contribuíram para viabilizar o funcionamento do sistema.
Já o deputado federal Zé Vitor atribuiu a decisão de implantar o serviço ao prefeito Paulo Sérgio, ao afirmar que a iniciativa partiu da atual gestão municipal.
A deputada federal Dandara Tonantzin comentou a disputa de forma bem-humorada e destacou que diferentes lideranças participaram do processo de implantação.
Nos bastidores políticos, o ex-prefeito Gilmar Machado também reivindica participação no projeto. Segundo ele, a estrutura regional do SAMU começou a ser planejada em 2013, durante sua gestão.
A Prefeitura de Uberlândia afirma que os estudos para adesão ao consórcio regional e implantação do serviço começaram em 2025, no início da atual administração.
Independentemente da disputa política, a chegada das ambulâncias representa um avanço para a rede pública de urgência e emergência na cidade. O serviço deve integrar o atendimento pré-hospitalar ao Sistema Único de Saúde e reduzir o tempo de resposta em situações críticas.
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