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Violência contra menores cresce e coloca Triângulo entre os mais críticos de MG

20 de março de 2026 às 00:00
Violência contra menores cresce e coloca Triângulo entre os mais críticos de MG
O Triângulo Mineiro é a segunda região de Minas Gerais com maior incidência de estupro de vulnerável, concentrando 13% dos casos registrados no estado. O levantamento, divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais, também aponta que Uberaba e Uberlândia estão entre as cidades com maior número de notificações, atrás apenas de Belo Horizonte e Contagem. Os dados consideram ocorrências registradas pela Polícia Civil entre 21 de fevereiro de 2025 e 21 de fevereiro de 2026, em 611 municípios mineiros, o que corresponde a 71,6% do território estadual. No período, Minas Gerais contabilizou 4.101 casos de estupro de vulnerável contra vítimas menores de 14 anos. Entre os municípios, Uberaba registrou 135 casos e Uberlândia, 105. Os números colocam as duas cidades entre as quatro com maior volume de ocorrências no estado. O levantamento também chama atenção para o perfil dos crimes. Em 52,8% dos casos, o agressor pertence ao círculo familiar ou de confiança da vítima, o que reforça o caráter doméstico da violência. Do total de registros, 97,27% dos casos foram consumados. Em 235 situações, cerca de 5,7%, houve gravidez decorrente da violência. Outros 227 casos apresentaram indícios de algum tipo de relação entre agressor e vítima. Dados mais recentes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública indicam que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, Uberaba e Uberlândia somaram 25 casos. Parte significativa das ocorrências aconteceu dentro da própria residência das vítimas. Diante do cenário, o Ministério Público informou que o levantamento foi encaminhado às coordenadorias regionais para subsidiar ações de prevenção e combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. Casos que resultaram em gravidez passam por análise individual para garantir o atendimento adequado às vítimas. O órgão também reforça a importância da denúncia e da atenção a sinais de mudança de comportamento em crianças e adolescentes, como isolamento, queda no rendimento escolar e alterações físicas ou emocionais. Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

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