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Violência contra mulheres em Uberlândia sobe 11%, segundo dados do SUS

26 de fevereiro de 2026 às 00:00
Violência contra mulheres em Uberlândia sobe 11%, segundo dados do SUS
A cidade teve um aumento de11% nos atendimentos a mulheres vítimas de violência no último ano, com1.339 casos registrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), revelou levantamento publicado nesta quinta-feira. A maioria dos atendimentos foi motivada porviolência física. Os dados mostram que, em comparação com o ano anterior, houve uma elevação no número de mulheres que buscaram serviços de saúde após sofrer agressões. Autoridades e especialistas em segurança pública observam quea sobreposição dessa alta pode refletir tanto o aumento de casos quanto uma maior procura por atendimento. Não foram detalhadas ainda as idades, contextos ou a distribuição geográfica dos casos dentro da própria cidade. A predominância de agressão física, responsável por cerca de88% dos casos atendidos, indica que grande parte das vítimas recorre aos serviços de saúde por ferimentos ou lesões resultantes de confrontos físicos. Aumento nos atendimentos a mulheres vítimas de violência contrasta com outros indicadores de segurança pública na região, que já vinham sinalizando desafios no enfrentamento de crimes de gênero e violência doméstica. Organizações sociais e redes de proteção à mulher, como a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), apoiam a ampliação de serviços e campanhas de conscientização. Segundo especialistas, o crescimento nos registros pode estar conectado a uma maior conscientização das vítimas sobre seus direitos e aos canais de apoio existentes, como o número180, que recebe denúncias e orientações 24 horas por dia em todo o país. Apesar de números mais recentes não detalharem os perfis de vítimas e agressores, a tendência observada em Uberlândia reforça a necessidade deampliar políticas públicas de proteção, acolhimento e prevenção à violência contra a mulher, assim como intensificar campanhas educativas voltadas à igualdade de gênero e à quebra dos ciclos de agressão.

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