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Você sabe o que a COP 30 defende?
14 de novembro de 2025 às 00:00

A 30ª edição da Conferência do Clima das Nações Unidas, visa discutir as mudanças climáticas em nosso planeta, e a cidade de Belém, capital do Pará foi escolhida pelo governo federal, para sediar este evento mundial que reúne líderes globais, cientistas e representantes da sociedade civil para discutirem o grave problema dos extremos que hoje caracterizam o nosso clima.
O Brasil é uma potência agrícola que se expandiu alterando e, muitas vezes, devastando a vegetação nativa. Ao mesmo tempo, é o país com a maior área tropical restaurável do planeta. E a COP30 é uma oportunidade única de implementar soluções para que o Brasil se torne um centro de regeneração das florestas, ou seja, uma forma mais inteligente e lucrativa de monetizar as florestas, do que o atual modelo econômico que degrada os ecossistemas.
Não se trata apenas de plantar árvores ou de mudar a forma de fazer o extrativismo das florestas, onde os bens naturais são explorados indiscriminadamente. Entre outras coisas, a COP 30 defende a redução do uso de combustíveis fósseis - que representam uma das maiores fontes de poluição do planeta e, por outro lado, manter as florestas em pé com as espécies nativas produzindo, visando seu potencial econômico e sua resiliência às graves mudanças climáticas.
Ao valorizar produtos como folhas, sementes e óleo — que podem ser colhidos sem derrubar as árvores — criamos uma economia que respeita o modo de vida rural, agrega tecnologia e pode atrair e manter jovens no campo, perpetuando o cuidado com a terra e a lucratividade.
Mas para evitar os extremos climáticos, precisamos tornar a restauração florestal atrativa tanto para os grandes investidores mundiais, quanto para os pequenos produtores rurais, incluindo os povos Indígenas, os quilombolas, os ribeirinhos e outras comunidades locais.
Este é o caminho necessário para atingir as metas globais pró-clima e pró-biodiversidade estabelecidas pela COP 30, para aumentar significativamente a absorção de carbono da atmosfera e proteger as espécies, incluindo a humana.
Não será fácil combater o buraco de ozônio na atmosfera, as emissões poluentes dos rios, mares e ar, o aquecimento da temperatura do planeta e os extremos climáticos, por isso a COP 30 aposta no vasto potencial das espécies nativas das florestas, usando a ciência e a tecnologia para manterem as florestas em pé e ainda assim poder explorar milhares de produtos da mais rica biodiversidade do planeta que temos no Brasil.
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